Desânimo, redução da libido, disfunção erétil e uma tristeza persistente. Bastante comuns em homens acima de 40 anos, estes sintomas podem ter uma causa específica. O Distúrbio Androgênico Associado ao Envelhecimento (DAEM), conhecido antes como andropausa, é a mais frequente delas. Em muitos casos, este problema pode ser corrigido com reposição hormonal. 

Como acontece?

Em média, após os 40 anos de idade, o nível de produção de testosterona nos homens cai cerca de 1% anualmente. E esse processo pode ter consequências. 

A testosterona é considerada o principal hormônio masculino e está relacionada ao desejo e à potência sexual. No entanto, essa substância também desempenha inúmeras outras funções no organismo. Assim, níveis baixos de testosterona precisam de atenção.

“O hormônio testosterona é fundamental para a produção e amadurecimento dos espermatozóides. Entretanto, alterações físicas e psíquicas, especialmente as relacionadas ao envelhecimento, podem provocar a redução nos níveis desse hormônio.”  – Dr. Sander Tessaro, Médico Urologista (CRM/SC 16.006 – RQE 13.373).

Dificuldades de Ereção e Testosterona

A testosterona é importante para o metabolismo dos corpos cavernosos do pênis. Tratam-se de duas estruturas esponjosas que contêm a maior parte do sangue durante a ereção. Sem esse hormônio, pode ocorrer o acúmulo de gordura e tecido conjuntivo nessas regiões, comprometendo a integridade estrutural e funcional do órgão.

Além disso, a ausência de testosterona também provoca uma queda na produção de óxido nítrico. Essa substância auxilia na dilatação dos vasos sanguíneos, outro fator importantes para a ereção.

“Geralmente, homens nessa situação respondem pior ao uso de medicamentos para ereção. O tratamento de reposição hormonal pode ser decisivo para a recuperação da capacidade de ereção.” – Dr. Roberto Kinchescki, Médico Urologista (CRM/SC 15.903 – RQE 13.753).

Questionários e Diagnóstico

Antes de partir para a reposição hormonal, é muito importante consultar o Médico Urologista. Entre os exames solicitados pelo especialista, existem diversos questionários para avaliar se o paciente tem o diagnóstico de DAEM. O exemplo abaixo é do Androgen Deficiency in Aging Males questionnaire:

  1. Você tem diminuição da libido?
  2. Possui perda de energia?
  3. Tem perda do vigor e/ou da paciência?
  4. Perdeu altura, ficou mais baixo?
  5. Notou alguma perda do “prazer pela vida”?
  6. Tem estado abatido e/ou irritável?
  7. Suas ereções estão menos firmes?
  8. Teve alguma recente queda na sua habilidade esportiva?
  9. Você tem ficado com sono facilmente após o jantar?
  10. Sua capacidade para o trabalho decaiu?

Porém, para fechar o diagnóstico, e iniciar a reposição hormonal, o médico responsável também pode solicitar exames laboratoriais de sangue e de saliva. A intenção é dosar a quantidade de testosterona total e testosterona livre no organismo.

Caso o diagnóstico de DAEM seja positivo, e o paciente não tenha nenhuma restrição, o tratamento com reposição hormonal poderá ser iniciado.

“Problemas nos testículos, como síndromes genéticas e infecções, também podem levar à redução nos níveis de testosterona”. – Dr. Pedro Geraldo Junior, Médico Urologista (CRM/SC 23.189 – RQE 14.074).

“Além disso, pacientes submetidos à quimioterapia, radioterapia ou que passaram por cirurgias também podem apresentar redução significativa nos níveis de testosterona. Nesses casos, a reposição hormonal, muitas vezes, é a melhor opção de tratamento.” – Dr. Roberto Kinchescki, Médico Urologista (CRM/SC 15.903 – RQE 13.753).  

Principais Dúvidas sobre Reposição Hormonal

Abaixo, selecionamos algumas das principais dúvidas dos pacientes sobre a Reposição Hormonal e o Distúrbio Androgênico Associado ao Envelhecimento (DAEM).

Quem são os candidatos à Reposição Hormonal? 

A reposição hormonal é indicada aos homens com sintomas descritos acima e níveis baixos de testosterona no sangue.

Quem não deve fazer a reposição hormonal?

Homens com forte histórico de câncer de próstata na família ou com suspeita da doença não devem fazer a reposição hormonal. Da mesma forma, é desaconselhada também a homens com apneia do sono não tratada e com insuficiência cardíaca. Estas são as principais restrições. 

A Reposição Hormonal provoca maior chance de câncer de próstata?

Não. Um estudo publicado recentemente no no Journal of Sexual Medicine com 1365 homens mostrou que o tratamento é seguro. Os homens que realizavam reposição hormonal foram acompanhados por 20 anos. O resultado mostrou que a incidência de câncer de próstata foi a mesma da população geral, sem reposição hormonal.

Quais os principais riscos de não tratar o Distúrbio Androgênico Associado ao Envelhecimento (DAEM)?  

Em suas formas mais graves, o Distúrbio Androgênico Associado ao Envelhecimento (DAEM) pode provocar obesidade e síndrome metabólica.

A síndrome metabólica é constituída por um conjunto de problemas interdependentes. Eles provocam e são provocados, ao mesmo tempo, pela obesidade, pelo diabetes, pela hipertensão e pelos altos níveis de colesterol no sangue. 

“A hiperinsulinemia e a obesidade podem levar à redução da produção de testosterona pelos testículos. Cria-se assim um ciclo vicioso. Os baixos níveis de testosterona reduzem a massa muscular e a disposição para fazer exercícios. Assim, o paciente ganha peso e passa a produzir cada vez menos testosterona.”  – Dr. Sander Tessaro, Médico Urologista (CRM/SC 16.006 – RQE 13.373).  

“Nesse ciclo vicioso, os níveis de colesterol, os riscos de problemas cardíacos e de problemas como a osteopenia e a osteoporose aumentam significativamente.” – Dr. Pedro Geraldo Junior, Médico Urologista (CRM/SC 23.189 – RQE 14.074).

O tratamento com reposição hormonal pode contribuir significativamente para a redução dos níveis de colesterol, tratamento e prevenção da síndrome metabólica. Os benefícios são muitos!

Quais os benefícios da Reposição Hormonal?

Entre os benefícios da Reposição Hormonal, estão:

  • Melhora da massa muscular e da densidade óssea;
  • Perda de peso;
  • Melhora dos níveis glicêmicos e de hemoglobina glicada (relacionados ao diabetes);
  • Níveis de colesterol e pressão arterial (relacionados a problemas cardíacos) melhores;
  • Melhora da função erétil;
  • Humor e sono melhoram;
  • Aumenta a qualidade de vida.

Como a reposição hormonal é realizada?

Geralmente, a reposição hormonal pode ser realizada por meio da aplicação de gel transdérmico. Dependendo do caso, injeções intramusculares e implantes de cápsulas de testosterona também podem ser prescritos.

Sua saúde é o seu bem mais precioso. Por isso, diante da suspeita de deficiência de testosterona, busque orientação médica. Se precisar de ajuda, conte com a equipe de Urologistas da UROCAD para o diagnóstico e tratamento com reposição hormonal. Conte conosco

Sobre os autores:

Dr. Pedro Geraldo Junior é graduado em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especializou-se e concluiu residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José e em Urologia no Instituto Mario Penna. É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Urologia, da American Urology Association, da International Society for Sexual Medicine e da European Association of Urology.

Dr. Roberto Kinchescki é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especializou-se e concluiu residência em Urologia no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Com passagens e atendimento na esfera pública e privada, sua marca é o aprimoramento de técnicas e procedimentos para uma melhor qualidade de vida, sempre em contato com o bem-estar e o contexto humano de cada paciente.

Dr. Sander Tessaro é graduado pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Especializou-se e concluiu residência em Urologia em São Paulo/SP pelo Hospital Santa Marcelina. Dedicou parte dos seus estudos na Cleveland Clinic (Estados Unidos) onde realizou fellowship em Cirurgia Minimamente Invasiva e Endourologia. É membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro Internacional da American Urology Association e da European Association of Urology. Sua atuação é pautada pela busca de soluções efetivas aos seus pacientes, atendendo-os de forma humanizada e individual.