No texto “Hiperplasia prostática benigna: sintomas e problemas urinários”, vimos que essa doença é bastante comum entre os homens com mais de 50 anos. E que, apesar de não se tratar de um câncer, o tratamento da hiperplasia prostática é fundamental para manter uma boa qualidade de vida.

De forma geral, o crescimento anormal da próstata tende a pressionar a uretra, dificultando a micção. Além das dificuldades para urinar, ao longo do tempo, a hiperplasia prostática benigna pode provocar;

  • Infecções urinárias;
  • Danos ao sistema urinário como um todo;
  • Danos aos rins.

Felizmente, o tratamento da hiperplasia prostática benigna evoluiu muito nas últimas décadas. É o que veremos a seguir.

Diagnóstico preciso

Antes de iniciar o tratamento da hiperplasia prostática benigna, é preciso realizar um diagnóstico preciso, com médico urologista.

O diagnóstico costuma ser realizado a partir de uma série de exames, como:

  • História clínica: anamnese;
  • Exames laboratoriais: exames de PSA, função renal e exame de urina são fundamentais;
  • Diário Miccional: controle da frequência com que o paciente urina;
  • Estudo urodinâmico: exame no qual uma sonda fina com sensor ligado a um computador identifica o funcionamento da bexiga, contrações vesicais e esforço realizado por ela para micção;
  • Exames de imagem: ultrassom como método para visualizar a próstata, anatomia da bexiga e avaliação do resíduo urinário após a micção;
  • Exame físico de toque retal: para que o médico urologista possa avaliar o tamanho e a consistência da próstata, que deve ser macia. Esse método serve também para descartar a presença de nódulos mais duros, que poderiam indicar o câncer de próstata.

Além destes, os médicos urologistas também devem aplicar o Escore Internacional de Sintomas Prostáticos (IPSS). Dessa forma, com a combinação de diferentes métodos, pode-se prescrever a melhor forma de tratamento para cada caso.

Escore Internacional de Sintomas Prostáticos (IPSS)

Neste método de diagnóstico, o paciente responde a uma série de questões que avaliam a presença de sintomas associados ao crescimento da próstata e à qualidade de vida. Ele é composto pelas seguintes perguntas:

  1. No último mês, quantas vezes você teve a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após urinar?
  1. No último mês, quantas vezes você teve que urinar de novo logo após, menos de 2 horas, de ter urinado?
  1. No último mês, quantas vezes você notou que foi difícil conter a vontade de urinar?
  1. No último mês, quantas vezes você notou jatos interrompidos enquanto urinava?
  1. No último mês, quantas vezes você notou o jato urinário fraco?
  1. No último mês, quantas vezes você teve que fazer força para começar a urinar?
  1. No último mês, quantas vezes você teve que acordar a noite para urinar?
  1. Se você tivesse que passar o resto da vida urinando dessa forma, como você se sentiria?

Cada resposta deve ter uma valor atribuído de 1 a 5. O somatório final permite avaliar o quadro geral do paciente:

  • 0 a 7: sintomas leves;
  • 8 a 19: sintomas moderados;
  • 20 a 35: sintomas graves.

Tratamento da hiperplasia prostática benigna

O tratamento da hiperplasia prostática benigna varia de pessoa para pessoa. Ele é individualizado e depende das informações de saúde e de qualidade de vida levantadas durante a fase de diagnóstico.

Assim, para alguns pacientes, o problema poderá ser tratado apenas com o uso de medicamentos. Eles poderão ser prescritos tanto para relaxar a próstata, quanto para diminuir o seu tamanho.

Os medicamentos também podem ser combinados, dependendo da avaliação médica.

Já para outros pacientes, especialmente os casos graves, com obstruções graves, a cirurgia pode ser tratamento da hiperplasia prostática mais indicado. 

Tratamento cirúrgico endoscópico e minimamente invasivo

A ressecção endoscópica da próstata é a técnica cirúrgica com melhores taxas de cura para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. Ela proporciona uma reabilitação razoavelmente rápida do paciente e é especialmente indicada para pacientes com próstata volumosa e sintomas urinários obstrutivos.

As técnicas cirúrgicas mais modernas são:

  • Ressecção endoscópica da Próstata Bipolar;
  • Eletrovaporização da Próstata com Plasma Button;
  • Fotovaporização da Próstata por GreenLight Laser (laser verde).

Tratamento por GreenLight Laser

O tratamento a laser por via endoscópica reduz outros riscos associados à cirurgia para tratamento da hiperplasia prostática benigna. Com ele, é possível controlar melhor as taxas de sangramentos, o tempo de internação também é menor, bem como o retorno às atividades habituais que tende a ser mais rápido.

Cuide da sua saúde! Faça consultas periódicas ao médico urologista. Este profissional poderá realizar os exames necessários e identificar problemas como a hiperplasia prostática benigna ainda nas fases iniciais. Quanto antes o diagnóstico e o tratamento forem iniciados, maiores as chances de cura e de uma boa qualidade de vida.

Em caso de dúvidas, procure os médicos urologistas do UROCAD. Nós estamos a sua disposição. Entre em contato conosco.

Sobre os autores:

Dr. Pedro Geraldo Junior é graduado em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especializou-se e concluiu residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José e em Urologia no Instituto Mario Penna. É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Urologia, da American Urology Association, da International Society for Sexual Medicine e da European Association of Urology.

Dr. Roberto Kinchescki é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especializou-se e concluiu residência em Urologia no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Com passagens e atendimento na esfera pública e privada, sua marca é o aprimoramento de técnicas e procedimentos para uma melhor qualidade de vida, sempre em contato com o bem-estar e o contexto humano de cada paciente.

Dr. Sander Tessaro é graduado pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Especializou-se e concluiu residência em Urologia em São Paulo/SP pelo Hospital Santa Marcelina. Dedicou parte dos seus estudos na Cleveland Clinic (Estados Unidos) onde realizou fellowship em Cirurgia Minimamente Invasiva e Endourologia. É membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro Internacional da American Urology Association e da European Association of Urology. Sua atuação é pautada pela busca de soluções efetivas aos seus pacientes, atendendo-os de forma humanizada e individual.