O principal objetivo de qualquer tratamento para o câncer de próstata é curar ou controlar o crescimento da doença. Entretanto, infelizmente, nenhum desses procedimentos é isento de riscos e complicações. E é nesse ponto que a cirurgia robótica para o câncer de próstata ganha destaque.

A cirurgia robótica para o câncer de próstata é capaz de reduzir os sangramentos e possíveis sequelas decorrentes do tratamento, como a dificuldade de ereção e a incontinência urinária.

É o que veremos abaixo.

Entendendo a próstata

A próstata é uma glândula pequena, localizada na região inferior do abdome. Ela produz aproximadamente 30% do sêmen, o líquido que nutre os espermatozóides e é liberado durante a ejaculação.

Outra função da próstata é auxiliar no mecanismo de continência urinária dos homens. Ela facilita o armazenamento de urina e ajuda a evitar perdas involuntárias.

No entanto, um dos grandes problemas do câncer de próstata é que a doença não costuma apresentar sintomas nas fases iniciais, o que pode enganar muitos pacientes e dificultar o tratamento.

Conheça os principais sintomas e fatores de risco para o câncer de próstata aqui.

Riscos da doença

O câncer é um conjunto de doenças que tem como característica em comum a multiplicação de células anormais que roubam os nutrientes e provocam a morte de tecidos saudáveis. Qualquer estrutura do corpo humano pode ser afetada, como ossos, nervos pele e demais órgãos.

Assim, se não for tratado a tempo, o câncer de próstata pode se espalhar por áreas nobres ao redor da glândula. Nos casos mais avançados, para curar a doença, pode ser necessário manipular as estruturas responsáveis pela ereção e pela continência urinária, por exemplo.

Por isso, de forma geral, o ideal é que todos os homens façam check ups periódicos com médicos urologistas a partir dos 40 anos de idade. Quanto antes identificada a doença, melhores as chances de sucesso no tratamento e de uma boa qualidade de vida.

Indicação cirúrgica individualizada

Uma vez descoberto o câncer de próstata, o urologista precisa identificar qual a gravidade da doença. Assim, pode-se definir com clareza quais os melhores tratamentos para cada paciente.

É importante salientar que a escolha do melhor tratamento para o câncer de próstata é sempre individualizada e pode variar muito de pessoa para pessoa. As opções podem variar desde o tratamento com radioterapia, bloqueio hormonal e o tratamento cirúrgico. Em alguns casos, o tratamento combinado pode ser uma opção.

Um dos métodos mais avançados para o tratamento de casos selecionados é a cirurgia robótica para o câncer de próstata. Com ela, é possível realizar a prostatectomia radical (remoção completa da próstata e vesículas seminais) e reduzir significativamente os riscos e complicações.

Entenda o diagnóstico e outras formas de tratamento do câncer de próstata aqui.

Cirurgia Robótica para o Câncer de Próstata

A cirurgia robótica para o câncer de próstata é uma evolução da cirurgia videolaparoscópica. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, no qual os instrumentos cirúrgicos são inseridos por pequenas incisões (portais) de 2 a 4 centímetros.

Os médicos cirurgiões comandam tudo através de um console com tela de alta definição e controles específicos. A grande vantagem é que as pinças robóticas são mais estáveis e conseguem realizar movimentos impossíveis para mãos humanas.

Veja como é realizada a cirurgia robótica na urologia aqui.

Com a cirurgia robótica, as estruturas adjacentes a próstata são mais preservadas. Isso possibilita menores riscos de sangramentos, uma recuperação mais rápida da função erétil e da continência urinária.

Entre os benefícios da cirurgia robótica para o câncer de próstata estão:

  • Maior visualização em monitor 3D e de alta definição por parte dos médicos cirurgiões das estruturas;
  • Ampliação do campo cirúrgico em até 10 vezes;
  • Movimentos delicados e precisos das pinças cirúrgicas;
  • Melhor ergonomia para o médico cirurgião.

Tudo isso possibilita uma reconstrução mais segura e detalhada da anastomose (ligação) entre a bexiga e a uretra, por exemplo.

Além disso, ocorre uma maior preservação do feixe vásculo-nervoso, um dos principais responsáveis pelo mecanismo de ereção e que está em contato íntimo com a cápsula da próstata.

Outro importante ponto da cirurgia é a dissecção delicada do ápice prostático, com uma melhor preservação do esfíncter urinário, a principal estrutura responsável pela continência urinária.

Cuide da sua saúde e da sua qualidade de vida. Acompanhe regularmente seu médico e, em caso de dúvidas, solicite mais informações sobre o uso da cirurgia robótica para o câncer de próstata. Se precisar de ajuda, entre em contato conosco.

Sobre os autores:

Dr. Pedro Geraldo Junior é graduado em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especializou-se e concluiu residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário São José e em Urologia no Instituto Mario Penna. É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Urologia, da American Urology Association, da International Society for Sexual Medicine e da European Association of Urology.

Dr. Roberto Kinchescki é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especializou-se e concluiu residência em Urologia no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Com passagens e atendimento na esfera pública e privada, sua marca é o aprimoramento de técnicas e procedimentos para uma melhor qualidade de vida, sempre em contato com o bem-estar e o contexto humano de cada paciente.

Dr. Sander Tessaro é graduado pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Especializou-se e concluiu residência em Urologia em São Paulo/SP pelo Hospital Santa Marcelina. Dedicou parte dos seus estudos na Cleveland Clinic (Estados Unidos) onde realizou fellowship em Cirurgia Minimamente Invasiva e Endourologia. É membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro Internacional da American Urology Association e da European Association of Urology. Sua atuação é pautada pela busca de soluções efetivas aos seus pacientes, atendendo-os de forma humanizada e individual.