Sim, a obesidade é uma doença (CID 10-E66). E, apesar de todas as questões sociais envolvidas, nós não podemos ignorá-la. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é um dos principais problemas de saúde pública hoje no mundo. 

Os dados mostram que no ano 2025 haverá 700 milhões de obesos no mundo e cerca de 2,3 bilhões de pessoas com sobrepeso.

Graus de obesidade

Como vimos no texto “Síndrome metabólica e os resultados da cirurgia bariátrica”, a principal característica da obesidade é o excesso de tecido adiposo (gordura) no corpo. 

Pacientes com obesidade mórbida possuem uma relação entre peso e altura (Índice de Massa Corporal – IMC) acima de 40kg/m². Esse valor é praticamente o dobro das pessoas consideradas saudáveis.

O IMC é a relação entre o peso do paciente em quilogramas dividido pela altura x altura em metros. Abaixo, podemos ver os diferentes graus de obesidade para homens e mulheres.

ClassificaçãoIMC
Abaixo do pesoAbaixo de 18,5
Peso normalEntre 18,5 e 24,9
SobrepesoEntre 25 e 29,9
Obesidade grau 1Entre 30 e 34,9
Obesidade grau 2Entre 35 e 39,9
Obesidade grau 3 (obesidade mórbida),Maior ou igual a 40.

“É uma questão de saúde. Uma pessoa com elevados níveis de pressão arterial deve ser considerada hipertensa e receber o tratamento para essa doença. Da mesma forma, uma pessoa com elevados níveis de gordura no corpo deve receber o tratamento contra a obesidade.” – Dr. Diogo Tamiozo, Cirurgião do Aparelho Digestivo (CRM/SC: 15.999 – RQE: 11.567).

Inflamação crônica

A obesidade é um estado inflamatório crônico. Isso pode ser explicado pelo fato do tecido adiposo produzir e liberar substâncias inflamatórias no organismo do paciente. Estas substâncias agridem os vasos sanguíneos e aumentam o risco de tromboembolismo, por exemplo.

Dependendo do grau de obesidade, uma pessoa pode viver até 7,2 anos menos do que uma pessoa não obesa. Crianças obesas têm 8 vezes mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares. Adolescentes obesos correm 3 vezes mais riscos de se tornarem inválidos na fase adulta.

Impactos para a saúde

No coração, os principais problemas que podem surgir são:

  • Hipertensão arterial. 
  • Arritmia cardíaca. 
  • Doença arterial coronária.
  • Infarto agudo do miocárdio 
  • Acidente Vascular Encefálico.⠀

Outra consequência da obesidade é o surgimento de problemas respiratórios. Devido ao excesso de gordura na região do pescoço, as vias aéreas podem ficar comprimidas. Consequentemente, a respiração torna-se mais difícil. Asma, apneia do sono e hipertensão pulmonar são alguns dos problemas que podem surgir.⠀

Além disso, pessoas obesas tendem a desenvolver diabetes tipo 2. Trata-se de uma doença ocasionada pelos altos níveis de glicose no sangue. O diabetes pode ainda ocasionar outras doenças no coração, rins e até cegueira. 

“E os problemas não são apenas físicos. A obesidade, pela complicações que acarreta, também pode gerar problemas de autoestima, insegurança, desânimo e tristeza. A saúde mental do indivíduo pode ser bastante afetada. Por isso, o tratamento da obesidade deve ser multidisciplinar.” – Dr. Diogo Tamiozo, Cirurgião do Aparelho Digestivo (CRM/SC: 15.999 – RQE: 11.567). 

Portanto, a cirurgia bariátrica pode ser fundamental no tratamento da obesidade. Ela envolve a participação de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.

Cuide da sua saúde! Faça o seu tratamento contra a obesidade com profissionais especialistas e experientes. O Instituto Catarinense de Urologia e Cirurgia Digestiva (UROCAD) pode lhe ajudar. Conte conosco!  

Sobre o autor: O Dr. Diogo Tamiozo (CRM/SC: 15.999 – RQE: 11.567) possui formação pela Universidade do extremo sul catarinense – UNESC. Possui também formação em Cirurgia do aparelho digestivo pelo Hospital Universitário – HU/UFSC. Acredita que seu trabalho vai muito além do centro cirúrgico. Por isso, oferece um amplo envolvimento com o paciente, tratando-o de forma bastante pessoal e humana. 

Além da cirurgia bariátrica, o Dr. Diogo Tamiozo atua também como cirurgião geral. Atende pacientes tanto em cirurgias particulares como desenvolvendo seu trabalho no Hospital Universitário da UFSC, onde atende a toda a comunidade e auxilia na formação de novos médicos.