O nome obesidade mórbida costuma assustar, mas ele não é em vão. O excesso de peso é uma doença crônica grave, com impactos fisiológicos, psíquicos e sociais. Trata-se da síndrome metabólica que, em muitos casos, também pode ser controlada com a cirurgia bariátrica.

A principal característica da obesidade é o excesso de tecido adiposo (gordura) no corpo. Pacientes com obesidade mórbida possuem uma relação entre peso e altura (Índice de Massa Corporal – IMC) acima de 40kg/m². Praticamente o dobro das pessoas consideradas saudáveis.

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“A cirurgia bariátrica e metabólica vai muito além das questões estéticas. Estudos mostram que as células de gordura em excesso provocam reações inflamatórias que se espalham por todo o corpo. São essas reações que tendem a desencadear a síndrome metabólica.” – Dr. Diogo Tamiozo, Cirurgião do Aparelho Digestivo (CRM/SC: 15.999 – RQE: 11.567).

O que é síndrome metabólica?

A síndrome metabólica está intimamente relacionada com a obesidade. Trata-se de um conjunto de problemas de saúde interdependentes. Eles provocam e, ao mesmo tempo, são provocados pelas reações inflamatórias desencadeadas pelo excesso de peso. 

Entre as principais doenças que compõem a síndrome metabólica, estão:

  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Dislipidemia.

“Como consequência, o paciente com síndrome metabólica possui chances maiores de sofrer com problemas como o Infarto Agudo do Miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo.” – Dr. Diogo Tamiozo, Cirurgião do Aparelho Digestivo (CRM/SC: 15.999 – RQE: 11.567).

Síndrome metabólica e alimentação

A síndrome metabólica possui relação direta com a alimentação. E não apenas com a qualidade e quantidade dos nutrientes ingeridos, mas em como eles são absorvidos pelo intestino.

“Alimentos industrializados, sem fibras e ricos em farinhas e açúcares, tendem a ser metabolizados na porção inicial do intestino. Uma vez ali, os alimentos estimulam o pâncreas a liberar insulina, que é o hormônio que leva os açúcares para dentro das células.” – Dr. Diogo Tamiozo, Cirurgião do Aparelho Digestivo (CRM/SC: 15.999 – RQE: 11.567). 

Como os alimentos industrializados geralmente possuem uma composição mais simples, eles costumam ser absorvidos rapidamente. Assim, a insulina secretada nesse tipo de alimentação pode ficar livre no organismo, provocando uma sensação de fome constante.

Geralmente, essa sensação de fome faz com que a pessoa obesa coma mais, reiniciando o ciclo e dando origem a mais células de gordura e suas doenças associadas.

Resultados da cirurgia bariátrica e metabólica

Vimos no texto “Tratamento da obesidade: como é realizada a cirurgia bariátrica”, um passo  a passo de como esse procedimento é realizado.

No entanto, além da redução do estômago, e da perda de peso, a cirurgia bariátrica também pode promover o desvio de parte do intestino. E isso tende a ter um grande impacto sobre a produção de hormônios relacionados ao diabetes, por exemplo.

Além de realizar a absorção dos nutrientes, o tubo digestivo também atua como um órgão endócrino. Diferentes regiões desse órgão secretam diferentes hormônios. 

É por esse motivo que hoje chamamos este procedimento cirúrgico de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

“O desvio que realizamos na cirurgia bariátrica e metabólica faz com que os alimentos que antes eram digeridos nas porções iniciais do intestino, como os carboidratos simples, passem a ser digeridos nas regiões mais distais do órgão. Dessa forma, nessas regiões, ocorre a liberação de hormônios como o Glucagon, que auxiliam no controle da saciedade.” – Dr. Diogo Tamiozo, Cirurgião do Aparelho Digestivo (CRM/SC: 15.999 – RQE: 11.567).

Uma vez saciados, os pacientes tendem a comer menos e a emagrecer. Assim, reduzimos os níveis de gordura no corpo e todos os efeitos inflamatórios que ela provoca. Como consequência, as doenças que compõem o quadro de síndrome metabólica também diminuem. 

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Sobre o autor

O Dr. Diogo Tamiozo (CRM/SC: 15.999 – RQE: 11.567) possui formação pela Universidade do extremo sul catarinense – UNESC. Possui também formação em Cirurgia do aparelho digestivo pelo Hospital Universitário – HU/UFSC. Acredita que seu trabalho vai muito além do centro cirúrgico. Por isso, oferece um amplo envolvimento com o paciente, tratando-o de forma bastante pessoal e humana. Além da cirurgia bariátrica, o Dr. Diogo Tamiozo atua também como cirurgião digestivo oncológico. Atende pacientes tanto em cirurgias particulares como desenvolvendo seu trabalho no Hospital Universitário da UFSC, onde atende a toda a comunidade e auxilia na formação de novos médicos.