A cirurgia robótica e a videolaparoscopia são duas técnicas de cirurgia minimamente invasiva. Com elas, é possível realizar tratamentos em urologia e cirurgia bariátrica com segurança e eficácia. E tudo isso com menor impacto para o organismo do que a cirurgia tradicional.

De forma geral, as técnicas minimamente invasivas oferecem:

  • Incisões menores do que a cirurgia tradicional;
  • Cicatriz quase imperceptível;
  • Menos dores no pós-operatório;
  • Recuperação mais rápida e retorno eficiente às tarefas diárias. 

Abaixo, veremos as principais diferenças e semelhanças entre a técnica robótica e a videolaparoscopia.

Videolaparoscopia

A videolaparoscopia é uma técnica de cirurgia minimamente invasiva. Ela é utilizada tanto para a realização de exames quanto para tratamentos de inúmeras doenças, inclusive oncológicas. Com ela, é possível observar as estruturas internas do corpo humano e manipular os instrumentos cirúrgicos de forma delicada e precisa.

Como funciona a videolaparoscopia?

Mesmo sendo uma cirurgia minimamente invasiva, deve-se realizar a videolaparoscopia através de anestesia geral. Assim, os médicos realizam uma pequena punção (corte) na região do umbigo, por onde se insere um tubo fino com uma microcâmera.

Além disso, outras duas pequenas punções são realizadas na região do abdome. Por elas, são inseridos os instrumentos cirúrgicos utilizados no tratamento em si.

Dessa forma, a partir da visualização das imagens da microcâmera em um monitor, os médicos conseguem identificar as alterações no organismo do paciente. Pode-se, então, fazer a remoção das lesões. 

Como é a recuperação da videolaparoscopia?

A recuperação da videolaparoscopia é mais confortável e rápida do que na técnica tradicional. Por ser uma cirurgia minimamente invasiva, ela não necessita de grandes incisões. Com isso, os sangramentos são menores e as dores também.

No geral, o tempo de recuperação da videolaparoscopia é de duas semanas. Nesse período, é comum o paciente sentir desconfortos no abdome, intestino preso e um certo inchaço. Dessa forma, recomenda-se o maior descanso possível nessa fase.

Deve-se evitar relações sexuais, dirigir, limpar a casa, fazer compras e fazer exercícios nos primeiros 15 dias após essa cirurgia minimamente invasiva. Após isso, com orientação médica, é possível retornar gradualmente às atividades cotidianas.

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica é uma evolução da videolaparoscopia. Nessa técnica, também minimamente invasiva, o acesso continua a ser feito por punções, como na videolaparoscopia. 

No entanto, em vez de segurar os instrumentos com as próprias mãos, os médicos cirurgiões controlam um robô. E os braços robóticos possuem todos os instrumentos necessários para a realização de tratamentos ainda mais precisos.

Como funciona a cirurgia robótica?

Na cirurgia robótica, o cirurgião responsável controla todos os instrumentos a partir de um monitor de alta definição e de um console (controle). Outra parte da equipe fica ao lado do paciente, auxiliando no procedimento durante toda a sua duração. Vale ressaltar que em nenhum momento o robô opera sozinho.

Assim, a partir das imagens da microcâmera, os médicos podem visualizar as estruturas internas do paciente. Com movimentos extremamente finos, os braços robóticos obedecem aos comandos do médico e realizam o tratamento de forma minimamente invasiva. 

Quais as vantagens da cirurgia robótica?

Cirurgias urológicas costumam ser bastante complexas. Elas são realizadas em regiões anatômicas de difícil acesso e repletas de estruturas nobres. Entre elas, os nervos responsáveis pela ereção e o esfíncter responsável pela continência urinária, por exemplo.

Assim, quanto menos essas estruturas forem manipuladas durante a cirurgia, menores os riscos de alterações na fisiologia do paciente. E, com isso, melhor a recuperação funcional.

Entre as vantagens da cirurgia robótica, estão:

  • Ampliação da imagem do campo cirúrgico por meio de câmera e monitor 3D. Isso possibilita um reconhecimento ainda mais preciso das estruturas envolvidas no procedimento;
  • Maior amplitude de movimento das pinças e dos braços cirúrgicos, com articulações que possibilitam movimentos impossíveis para as mãos humanas;
  • Movimentos mais finos, delicados e com precisão (sem tremores). Isso permite a dissecção mais delicada das estruturas fundamentais.

Recuperação da cirurgia robótica

Como uma cirurgia minimamente invasiva, a técnica robótica provoca menos sangramentos e alterações indesejadas no organismo do paciente. Dessa forma, o período de internação tende a ser mais curto e a recuperação mais rápida.

Além disso, assim como na videolaparoscopia, as cicatrizes são muito menores do que as das cirurgias tradicionais, sendo quase imperceptíveis. Os riscos de disfunção erétil e incontinência urinária no pós-operatório também tendem a ser menores.

Indicações para a cirurgia minimamente invasiva

Vimos que a cirurgia robótica possui algumas vantagens em relação a videolaparoscopia. E que ambas as técnicas apresentam avanços em relação a cirurgia tradicional. Lembre-se, no entanto, que a indicação para a escolha da técnica a ser realizada deve partir da análise do seu médico cirurgião.

Entre as principais indicações da videolaparoscopia e da cirurgia robótica, estão:

Cuide da sua saúde e da sua qualidade de vida. Para isso, visite regularmente seu médico. E, em caso de dúvidas, solicite mais informações sobre cirurgia minimamente invasiva aos profissionais da Urocad. Entre em contato conosco!